O que é o blog?

Não sabemos

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Bombardeio mental.


Pensar. Na concepção de alguns, é algo praticado somente por “intelectuais”.  Mas será que alguém nasce com tal título, ou lhe é atribuído no decorrer de sua vida? Para certas pessoas, intelectuais são aqueles que vivem tomando café, são barbudos, utilizam óculos e têm relações somente com os livros – mais uma prova de que sua aparência diz à sociedade quem você é. Ah! E há quem diga que uma pessoa inteligente só pode ser feia e esquisita, pois a beleza só atinge os seres “burros”.

Diversas vezes noto que alguma pessoa só lê e pensa (ou finge) para alcançar um status, levando as pessoas ao seu redor a acharem que é realmente culto e inteligente. Eis a questão: ser culto. Como algo magnífico se torna tão clichê? Hoje em dia não há mais a concepção de ler e estudar para satisfazer desejos pessoais; criou-se a necessidade de mostrar a todos que é “culto”. Lembrando que as pessoas acham que cultos são aqueles antiquadros que ouvem música clássica, escrevem poemas e várias outras coisas. Isso é só uma pequena percepção do que a sociedade se tornou (fútil e apreciadora de aparências).

Vale ressaltar a falta de pensamento maduro e lógico na postagem de arquivos em diversas redes sociais. As pessoas insistem em mostrar que possuem vida social, que se alimentam ou qualquer coisa frívola do gênero. O ser humano não entende que para exigir melhoras no mundo é necessária a melhoria do próprio ser. Paulo Freire usou de grande sabedoria ao dizer que “a Educação não muda o mundo. A educação muda pessoas. Pessoas mudam o mundo”.

Mas vamos ao principal ponto do texto. Durante um debate com um amigo meu, este começou a se questionar e, consequentemente, a me questionar. Isso me fez lembrar quando passei por momento semelhante: ser compulsiva por pensamento. Concordo quando ele disse que “pensar é contagioso e viciante”. Concluo que pensamentos podem ser tanto um remédio como um veneno. Mas se as pessoas falam que devemos pensar, porque quando começamos a fazê-lo, devemos parar quando chegamos a certo ponto? É confuso. Mais eis uma possível resposta: quando pensamos demais, surgem abundantes dúvidas sem resposta alguma; já que não conseguimos encontrar aquilo que precisamos, devemos parar, pois a continuidade não nos levará a lugar nenhum. Pensando nisso é que percebo o quanto o ser humano é esquizofrênico e incapaz. Não consegue suportar muita coisa. Mas a principal dúvida é: Será que seria melhor se nós pensássemos apenas aquilo que garantisse nossa sobrevivência, como os animais? Para piorar (ou melhorar) o andamento do pensamento, quero ressaltar que Descartes percebeu que a única verdade totalmente livre de dúvida era a que ele pensava. Logo, chegou à conclusão de “penso, logo existo”. Concordam com ele? Será que é por isso que as pessoas vivem numa mentira que acreditam que é a absoluta verdade? Acho que todos nós sabemos que precisamos alterar alguns de nossos conceitos. Mas, ainda estou pensando sobre tudo isso.


Por: Mylena Santos